Diário de Bordo: San Diego

Oficialmente, San Diego era o foco da minha viagem. Como eu não poderia passar o tempo todo em San Diego e a passagem direto era meio cara, resolvi visitar as outras cidades também. Nós chegamos lá no dia 31 mais ou menos meio dia e deixamos a mala no albergue. De lá, fomos para o Balboa Park que é um parque com diversas atrações como o San Diego Air & Space Museum, San Diego Museum of Art e San Diego Automotive Museum. Resolvemos ir no San Diego Natural History Museum o qual não é muito grande mas até que é legalzinho. Vimos (quer dizer, o Eduardo dormiu) 2 filmes 3D e passeamos pelas exibições. Os filmes foram: The Last Reef 3D (meio chatinho) e Flying Monsters (bem mais legal).

Do museum, voltamos para fazer o check-in e tomar banho para preparar para o super ano novo. Saímos do albergue em busca do local dos fogos mas chegando lá, umas 23h, não encontramos ninguém. Ninguém. Deduzimos que não teria fogos já que um deles seria o do Sea World que acontece às 21h. Voltamos o caminho todo para perto do albergue onde muitos bares fizeram festas. Esperamos do lado de fora pois com tanta gente e tantas festa, é claro que teria fogos. Não. Não vimos fogos. Nada. Nenhum. O mais emocionante foram balões que subiram, tipo uns 5. Mais ou menos 10 minutos depois da virada do ano, voltamos para o albergue para dormir.

Tudo bem pois o dia seguinte era o dia do zoológico e tudo valeria a pena. O San Diego Zoo é simplesmente um dos mais famosos do mundo e o motivo da minha visita à Califórnia. Comprei o pass de 2 dias por US$79 que dá direito ao Safari Park (conto depois). Parece caro mas pense que você está ajudando em iniciativas de conservação e no bem-estar dos animais. Muito melhor pagar isso do que pagar pouco em ir em um zoológico em que os animais estão em condições precárias né?

Um dos meus focos no zoológico era ver os pandas pois esse é um dos motivos pelo qual o San Diego Zoo é tão famoso já que eles apresentam um ótimo trabalho em relação à reprodução de pandas, algo bem complicado. Estes animais estão na lista dos animais ameaçados no mundo. A classificação vai de: EX (extinction), EW (extinct in the wild), CR (critically endangered), EN (endangered species – como os giant pandas), VU (vulnerable species), NT (near threatened) e LC (least concern). Eles também são pioneiros em construir as exibições sem jaulas simulando um ambiente mais natural e mais agradável para os animais. Ninguém gosta da sensação de estar preso.

Sobre o zoológico agora, eu achei… ok. Não achei o zoológico mais fantástico do mundo mas é bem grande, tem diversos animais com explicações para gerar conhecimento especialmente sobre as espécies ameaçadas. Comparando com o Bronx Zoo que também é nos EUA e é menos famoso, achei o do Bronx melhor. Mas claro, vale a pena a visita de qualquer forma. O fato deles não colocarem o bebê panda com a mãe também ajudou na minha avaliação negativa pois esperava muito ver ele.

Depois do zoológicos resolvemos dormir cedo pois nosso ônibus para a Disney ia sair 5 e alguma coisa. Chegando lá temos a opção de dois parques com o mesmo ingresso mas uma vez dentro não podemos trocar mais (tirando quem tem o ingresso especial e mais caro). Fomos no Disneyland California Adventure Park por ser algo mais “adulto”. O parque é lindo e tem atrações para todos os gostos e idades. Sem dúvida as que eu mais gostei seriam consideradas de velho (= sem emoção) pois foram Turtle Talk with Crush (as pessoas conversam com o Crush, o melhor é a tecnologia que permite ver até as expressões faciais do Crush e tudo parecer de verdade), Disney’s Aladdin – A Musical Spectacular (o gênio é o melhor) e World of Color (show de luzes e água, lindo). Também gostei do California Screamin’, Radiator Springs Racers Toy Story Mania!. As filas não estavam enormes mas estavam bem grandes.

Voltamos para o San Diego (a Disney é em outra cidade) de trem e chegamos por volta de 1h. Estava morta mas o dia seguinte, na verdade o mesmo dia, era o dia do San Diego Zoo Safari Park e não tinha gripe que fosse me impedir de ir lá. Eu já havia marcado um shuttle para me levar pois o parque fica meio distante (40 milhas) e não teria como chegar de outra forma. Qual não foi a minha surpresa quando o shuttle não apareceu. Fui na empresa terceirizada que era ali do lado e eles sequer tinham meu nome na lista e falaram que o tour foi cancelado por falta de pessoas. Liguei na primeira empresa e a moça falou que devolveria meu dinheiro mas aquilo estava longe de ser o suficiente pois havia ainda o dinheiro do ingresso e o fato de que eu fui viajar justamente para ir neste local. Depois de um pequeno médio enorme super mega gigante escândalo pelo telefone falando que ia processar eles por todos os danos existentes na face da terra, a gerente da empresa (e claro, já havia trocado de atendente e isso era uns 40min mais tarde) concordou em pagar um taxi para mim. Já mandei os recibos para a empresa e estou esperando o cheque deles com o valor do taxi que aparentemente vai chegar. Depois conto o final dessa novela.

Todo o escândalo valeu a pena pois o lugar é simplesmente maravilhoso, algumas milhares de vezes melhor que o outro zoológico que fica em San Diego mesmo. Só consegui ver mais ou menos 1/3 do lugar mas tudo bem pois quero voltar várias vezes. O Africa Tram Safari está incluso no ingresso e é um ônibus que dá a volta pela exibição dos animais africanos. O lugar é enorme e tem toda uma dinâmica entre os animais (apenas herbívoros moram juntos). É muito melhor pois mostra a interação entre diferentes espécies e eles no ambiente. Também conseguir ver o Cheetah Safari de graça, só paga quem quer um lugar especial para assistir. Resolvi completar o tour por essa parque do zoológico com o Asia Cart Safari (tem o Africa Cart Safari também mas que é parecido com o Africa Tram Safari). Além disso, o Asia passa pelo Africa. É um carrinho com mais ou menos 10 pessoas e um guia que passeia pela exibição por 1h. Recomendo. Gostaria de ter ido no Caravan Safari mas por US$95 não é fácil não. Eles vão dentro da exibição e consegue ver os animais bem de perto além de alimentar os animais como as girafas. Também bateu um medinho de ficar tão perto (isto é, sem uma cerca) dos rinocerontes especialmente por ter muitos filhotes e mamães por perto deles. Depois descobri que tem um animal na exibição que parece um touro selvagem que é pior ainda. Mas o principal foi o preço. E claro, o dia que eu for rica faço o Ultimate Safari.

O mais legal foi ver o Northern White Rhino, uma espécie que conta com 7 (SETE) animais no mundo todo e dois deles moram no San Diego Safari Park. Eles são considerados critically endangered. Eles não estão na categoria EW pois 4 deles moram no Garamba National Park embora não tenham sido vistos em um tempo. A grande ameaça para a espécie é o próprio homem que caça os pobres rinocerontes por conta do chifre (alias, é chifre que fala para rinoceronte?).

Outra coisa interessante é que o parque foi criado para ser um “breeding sanctuary” e… realmente. São milhares e milhares de filhotes para todo canto. O que acontece é que os filhotes quando adultos são enviados para zoológicos na Europa que cruzam com outros animais (para evitar problemas genéticos) e então os animais são gradativamente liberados em seu habitat natural. Esse processo é especialmente importante para as espécies ameaçadas.

Conclusão: se for para escolher um dos dois zoológicos, escolha o Safari Park.

Bom, a viagem foi isso e agora estou em Edmonton. Volto para a universidade hoje.

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