Low Cost

Veja ’10 mandamentos’ para viajar em aéreas de baixo custo no exterior
Companhias têm passagens baratas, mas cobram à parte por vários itens.
Saiba como não cair em armadilhas na hora da compra e do embarque.

Veja a reportagem original (sem os meus comentários) aqui.

Viajar de um país a outro com passagens que podem custar menos de US$ 10 é possível graças às chamadas companhias aéreas “low cost” (de baixo custo). Muitos brasileiros que vão passar férias na Europa e na Ásia, onde há várias empresas desse tipo, aproveitam essa opção para se deslocar internamente pagando um preço que costuma sair mais barato do que qualquer outro tipo de transporte, incluindo os terrestres. Quando eu estava na Inglaterra fazendo estágio (posso falar disso num post futuro), procurar passagens baratas era meu passatempo preferido. No final das contas acabei fazendo uma viagem para fora do Reino Unido apenas usando as empresas low-cost, mas valeu a pena. Fui para Oslo pagando algo como 9 libras por trecho (já com as taxas).

Todo mundo que eu ouço falar que é barato viajar de trem na Europa, certamente nunca viu os preços do avião (ou talvez fosse a época que eu estava lá que foi meio diferente). Ou as pessoas são ricas como uma canadense aqui me disse outro dia. Nosso diálogo:

Ela: – Viajar de trem na Europa é super barato.

Eu: – Ahn, não exatamente.

Ela: – Claro que é, tem aqueles pacotes por “a couple hundred dolars”. 

Bom, quando a “couple hundred dolars” é barato, não tem muito mais o que comentar né? Tudo bem, o pai dela trabalha na indústria de petróleo aqui de Alberta. 

Mas viajar de “low cost” não é o mesmo que embarcar em um voo comum. Itens que costumam estar incluídos nos voos de outras empresas aéreas (com o direito de despachar uma mala, de reservar o assento ou de tomar um copo de água durante o voo) podem ser cobrados à parte. 

“Para economizar, o viajante tem que estar disposto a fazer certos sacrifícios, como não ter lanchinho servido no voo nem poltronas que reclinam, além de viajar apenas com uma mala de mão. Então, não tem a flexibilidade de levar um par de sapatos extra ‘caso apareça um programa’”, avisa a economista carioca Adriana Miller, 32 anos, autora do blog de viagens Dri Everywhere.

Ela vive na Europa desde 2004. Já morou na Itália e na Espanha, e agora trabalha em um banco em Londres. Adriana viaja ao menos uma vez por mês. Se contadas as viagens a trabalho, chega a pegar avião toda semana por vários meses seguidos. Com isso, já conheceu 72 países nos cinco continentes.

Das viagens de lazer da economista, 90% são em voos de baixo custo, tanto na Europa quanto na Ásia. Ela chegou a encontrar um bilhete entre Londres e Porto, em Portugal, por 50 centavos de libra (sem as taxas).

Para que o preço final continue valendo a pena, é preciso ficar de olho nas taxas e nos extras que são embutidos na hora da compra. “Algumas empresas oferecem uma tarifa na página principal que parece maravilhosa, mas que a cada clique vai somando uma taxa aqui, outra ali e no final o valor pode triplicar, caso você despache uma mala e escolha o assento”, diz a paranaense Patrícia de Camargo, que mora nas ilhas Canárias, na Espanha.

Doutora em Turismo, ela faz, em média, dez viagens ao ano. Já conheceu 41 países e dá dicas para viajantes no blog Turomaquia. Patrícia é assídua frequentadora de voos “low cost”. “Essas companhias são imbatíveis quando o turista não quer comprar um voo de ida e volta internacional, por exemplo Lisboa-Paris-Lisboa, mas apenas o trajeto de ida e de lá quer ir para outro destino. Os preços são bem melhores”, afirma.

Adriana acrescenta outra vantagem. “Por terem margens de lucro tão pequenas, essas companhias tendem a ser muito eficientes, sem atrasos, com embarque e desembarque super-rápidos”, diz.

Confira, a seguir, os “dez mandamentos” do viajante de voos “low cost”, reunidos pelo G1 a partir das dicas de Adriana e Patrícia.

1- Compre com antecedência
Comprar o antes possível é a chave para encontrar preços realmente baixos, principalmente se for viajar durante o verão europeu, o fim de ano e outras épocas de alta temporada. Em geral, as companhias colocam as passagens à venda com cerca de um ano de antecedência. No meu caso da viagem para Oslo, comprei as passagens no começo de Janeiro para ir no meio de Fevereiro, mais ou menos isso. 

As companhias também costumam fazer promoções periodicamente. Vale ficar atento aos sites ou se cadastrar nos boletins de notícias. Outra dica: assim como acontece com as empresas aéreas comuns, passagens no meio da semana costumam ser mais baratas do que as de fim de semana.

2- Cuidado com os extras na hora da compra
As companhias “low cost” costumam cobrar por itens que, nos voos comuns, estão incluídos na conta. Alguns exemplos: é preciso pagar a mais para despachar a mala, reservar assento, ter direito ao embarque prioritário ou a uma poltrona com maior espaço entre as pernas. Muitas também cobram uma taxa para quem paga a passagem com cartão de debito e crédito – os preços costumam variar para cada bandeira.

Algumas empresas também adicionam outros valores à compra, como a taxa de embarque e impostos locais, que variam muito de um país para o outro.

Esses extras podem duplicar, triplicar ou até quintuplicar o preço final da compra. Adriana Miller conta que, no ano passado, comprou uma passagem entre a Malásia e a Cingapura que custava US$ 5. O preço subiu para US$ 40 com os impostos e a taxa para despachar bagagem. “Ainda é muito barato, porém o preço final saiu bem mais caro que a passagem propriamente dita”, diz.

3- Não caia nas armadilhas das vendas de produtos
Algumas companhias tentam “empurrar” ao cliente, na hora da compra, diversos itens de parceiros, como hospedagem no destino, aluguel de carro ou uma mala de mão do tamanho correto para voar com aquela empresa. É fácil clicar sem querer em um desses itens (ou  esquecer de desmarcá-los), por isso é preciso ficar atento. Fique esperto!

4- Leve em conta o aeroporto de saída e de destino
Para baratear o preço dos voos, uma das medidas que as empresas de baixo custo tomam é não usar os aeroportos principais de uma cidade. Por isso, ao comprar a passagem, vale observar de onde o voo sai: Paris-Beauvais, por exemplo, fica na verdade em Beauvais, a uma hora e 15 minutos da capital francesa.

Para saber se vale a pena um voo que chega ou sai desses aeroportos mais distantes, some ao preço final o valor do deslocamento, que em alguns casos pode sair mais caro do que a passagem. No meu caso, o vôo saia de Stansted.. como eu estava em Cambridge isso não era um problema. Em Oslo, o aeroporto era distante (cerca de 1h da capital), mas o aeroporto principal da cidade ficava a cerca de 45min então a diferença não era tanto. A passagem de ambos para Oslo também não variava tanto no preço. Na época eu cheguei a ver de ir para Helsinki ao invés de Oslo, mas o que me fez escolher foi justamente o preço do transporte aeroporto-cidade.

5- Respeite as regras de bagagem
A grande maioria das empresas “low cost” cobra para despachar qualquer bagagem – em geral, o valor cobrado por volume vai de 12 a 40 euros, dependendo da empresa e da época do ano. Fiquem esperto pois algumas empresas realmente cobram cada passo que você dá. Quando peguei um vôo com a German Wings de Londres para Stuttgart fui pega de supresa por não ter lido exatamente as regras. Paguei cerca de 30 libras para ter o direito a uma bagagem extra, mas detalhe: o limite de peso não muda. Logo, paguei quilos e quilos de bagagem extra (estavam indo pegar meu vôo de volta para o Brasil). 

Também há regras bem estritas em relação à bagagem de mão. Em geral, é permitido levar uma mala por passageiro, com um peso máximo que varia de seis a dez quilos e dimensões máximas também pré-definidas pela companhia. Isso quase sempre é conferido na hora de entrar no avião, com balanças e medidores de volumes na porta de embarque. Na viagem para Oslo eu só podia levar uma mala de mão de 8Kg. Isso mesmo, OITO! E na hora de passar na esteira de raio-X eles pesavam cada uma das bolsas. Foi uma tarefa complicada fazer com que todas as coisas que eu precisaria em um fim de semana coubessem em uma mochila (e claro, pesando apenas 8Kg). 

Bolsas femininas, sacolas do “free shop”, mochila para câmera fotográfica, bolsa de bebê… Tudo isso conta como volume e deve ser acomodado dentro da bagagem de mão. Apenas o casaco pode ser levado além dessa mala única.

Lembre-se de não encher demais malas ou mochilas para que suas dimensões não aumentem a ponto de não caberem no medidor de metal. “Se a mala não entrar naquele aterrador medidor da companhia, eles a despacham sem dó nem piedade, e o preço pode ser o triplo do valor que você paga para despachar online”, avisa Patrícia.

6- Faça o check-in online
Outra “armadilha” que costuma pegar muito turista desavisado é deixar para fazer o check-in no aeroporto. Algumas companhias cobram até 60 euros pelo serviço. Faça o check-in pela internet e imprima o cartão de embarque antes de sair de casa.


7- Fique atento na hora do embarqueIMG_0778Chegue cedo, e ainda mais cedo se for despachar a mala. Mas não com mais de três horas de antecedência, porque o check-in não é aceito antes disso. Isso para mim foi bem tranquilo: o último ônibus para Stansted era por volta das 23h e o vôo era às 6h. Vejam a cara de tédio na foto.

Fique atento depois que passar pelos raios-X. As “low cost” são campeãs em alterar o portão de embarque.

As filas na porta de embarque desse tipo de empresa costumam ser grandes e começam a se formar bem cedo. Isso porque os assentos não são marcados, e o espaço no bagageiro se esgota em um determinado momento, o que pode obrigar os passageiros que entrarem por último a levar a mala nos seus pés. É comum haver até correria para conseguir se sentar.

Se estiver viajando com mais gente ou preferir evitar esse tipo de estresse, vale pagar para marcar os assentos (serviço que custa, em geral, de 4 a 10 euros).

8- Não espere conforto
Os voos desse tipo costumam ter poltronas com o espaço bem justo e que não reclinam. Mas ao menos a maioria das viagens feitas por essas aeronaves são curtas (duram em torno de duas horas).

Em algumas empresas, os comissários de bordo vendem todo tipo de produto durante o voo: de cigarros falsos que tiram a vontade de fumar até bilhetes de raspadinha, revistas e ingressos para atrações turísticas no destino. Prepare-se para as interrupções constantes.

9- Vá alimentado (ou pague pelo lanche)
Toda comida e bebida a bordo é cobrada, inclusive a água. Muita gente prefere comer antes ou levar um lanche na bolsa.


10- Tenha certeza sobre a data da viagem
Em geral, mudar a data ou o nome do passageiro não compensa, ja que as taxas extras cobradas podem equivaler ao preço de um nova passagem.

Algumas companhias “low cost” que operam na Europa e na Ásia: Ryanair (www.ryanair.com) Fui com eles para Oslo, não tenho do que reclamar, você paga pelo o que recebe, Easy Jet (www.easyjet.com), Air Berlin (www.airberlin.com), German Wings (www.germanwings.com) O incidente da bagagem extra não me fez uma pessoa feliz, Wizz (www.wizzair.com), Transavia (www.transavia.com), Smart Wings (www.smartwings.net), Air Asia (www.airasia.com), Tiger Airways (www.tigerairways.com), Lion Air (http://lionair.co.id), Nok Air (www.nokair.com), China Eastern (www.flychinaeastern.com).

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